Escola Pública. Um redondo vocábulo e uma soma agreste?

Não sei ler as cartas. Nem deitar outras sortes. Mas temo que este contexto de pandemia seja aproveitado pela tutela para realizar alterações e mudanças questionáveis ou até problemáticas. Perante a incerteza são apresentados factos consumados. Veja-se a introdução do programa de Mentoria na Escola Pública. Não foi antecedido de qualquer debate. Nem houve tempo para suscitar dúvidas. Vai ser implementado. Ponto. Continue a ler Escola Pública. Um redondo vocábulo e uma soma agreste?

Na Escola dos Directores haverá lugar à esquerda?

Desde logo, porque o peso das autarquias no Conselho Geral é determinante e condiciona o voto das instituições suas subsidiárias. A municipalização já está instalada. Desconheço um Director que tenha sido eleito ao arrepio do poder autárquico. Ao invés, conheço quem tenha sido destituído por incompatibilidade com o partido hegemónico na localidade. A crescente dependência das escolas face aos municípios só virá acentuar esta politização, o Director será cada vez mais um cargo de nomeação política. De resto, a subserviência política do cargo pode ser, particularmente, notória em momentos de crise. Lembro-me sempre daquele Director, ex-assessor de um presidente de câmara de esquerda, substituído, no espaço duma tarde, por uma conselheira nacional de um partido de direita acabado de chegar ao governo. Continue a ler Na Escola dos Directores haverá lugar à esquerda?

Pandemia: o lado do avesso – por Luís Pereira

Face a uma escola pública que não tem recursos informáticos adequados, são os professores quem a partir de suas casas, com os seus próprios recursos, tentam levantar a rede de contacto com os seus alunos. Procuram ferramentas adequadas, com tacto vão explorando possibilidades, e cooperando. Continue a ler Pandemia: o lado do avesso – por Luís Pereira