Rui Moreira e os seus estados de emergência

Não sabemos se a medida alegadamente ventilada pela Directora-Geral poderia ou não ser eficaz. Porém, tendo ou não razão, se não acatar as ordens da autoridade de saúde, Rui Moreira poderá, no limite, ser preso. Ele e qualquer cidadão/trabalhador que se recuse a acatar ou desempenhar uma decisão ou tarefa que o Governo ache necessária, mesmo que o cidadão/trabalhador conclua que não estão reunidas as condições de segurança ou equidade para as fazer. O direito à resistência (e à greve, no que o Governo achar por bem) está suspenso, nos termos do estado de emergência. E não deveria. Esperemos que não haja necessidade de o usar. Porém, relembro que não foi apenas Rui Moreira a pedir, aconselhar ou a autorizar com o seu voto, o estado de emergência. Continue a ler Rui Moreira e os seus estados de emergência

TAP – trabalhadores deixados para trás em pleno estado de emergência

Por que razão a declaração de estado de emergência, tão ansiosamente solta pelo Presidente da República e empurrada para as mãos do Governo, não acautela e protege explicitamente estes e outros trabalhadores de despedimentos encapotados e intempestivos, numa altura em que ficarão ainda mais vulnerabilizados? Se não, por que foi autorizada pela maioria dos partidos, incluindo os que tradicionalmente os defendem? Não era esta uma emergência previsível? Continue a ler TAP – trabalhadores deixados para trás em pleno estado de emergência

Esmeralda Mateus – rosto de lutas populares do Porto

Esmeralda Mateus, sócia-fundadora da associação UMAR, é um dos rostos mais conhecidos das lutas populares no distrito do Porto e no país, nomeadamente em relação aos direitos das mulheres e nas questões da habitação. Instada a discursar após receber o prémio, a activista afirmou: “Camaradas, só tenho estas palavras a dizer: é bem preciso começar de novo!”, referindo-se ao momento que o partido e o país atravessam. Continue a ler Esmeralda Mateus – rosto de lutas populares do Porto