A revolta da Saúde – médicos, enfermeiros, técnicos de emergência e farmacêuticos avançam para a greve

O sector que enfrentou na primeira linha a pandemia prepara-se para a luta pelos seus direitos e pela valorização do Serviço Nacional de Saúde contra a sua degradação. O descontentamento com a proposta de Orçamento de Estado 2022 e o desgaste a que estes profissionais têm estado sujeitos está a motivar a convocação de greves no setor que reage e afirma reivindicações claras. Vários hospitais têm denunciado situações de pré-ruptura por falta de profissionais para garantir escalas, principalmente nos serviços de urgência.

Os enfermeiros foram os primeiros a marcar uma greve nacional, para a primeira semana de novembro, num procedimento inovador que juntou os sete sindicatos a partir de uma carta reivindicativa comum: o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), o Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), o Sindicato dos Enfermeiros (SE), o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM) e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor).

Os farmacêuticos do SNS convocaram a primeira greve em 20 anos. O Sindicato Nacional de Farmacêuticos (SNF) convocou uma paralisação de seis dias, do próximo dia 28 até 2 de novembro, exigindo formação, revisão dos salários e abertura de concurso para progressão de carreira.

Também os técnicos de emergência pré-hospitalar anunciaram uma manifestação e uma greve para o dia 22 deste mês, exigindo igualmente a revisão da carreira, melhores condições de trabalho e a publicação Acordo Coletivo de Carreira Especial que ficou concluído em 2018, mas continua à espera de ser publicado.

Os médicos, através das duas estruturas sindicais representativas – a Federação Nacional dos Médicos (Fnam) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) – anunciaram uma paralisação nacional conjunta para 23, 24 e 25 de novembro. Refere o presidente da Fnam que “fomos obrigados a avançar para esta medida tão gravosa porque estamos exaustos. As ruturas que têm sido anunciadas são exemplo claro e indisfarçável de como está o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para grandes males, grandes reivindicações”.

O sentimento geral é de que chegou o momento de dizer basta!

Um pensamento sobre “A revolta da Saúde – médicos, enfermeiros, técnicos de emergência e farmacêuticos avançam para a greve

  1. E no entanto, perante a situaçãp caótica que enfrentamos e que tende a piorar, as estruturas sindicais continuam a avançar com lutas pontuais e em separado, não apenas na saúde, mas tb no ensino, transportes etc. Terão medo que essas lutas possam mesmo resultar se houver convergência? Porque será????

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