AGORA É QUE «E»! *

Do que me lembro, desde que aderi ao BE, em 2004, penso que a XII Convenção Nacional será o virar da página da sua história, em vários sentidos. Nunca se tinha observado uma afluência tão forte na subscrição de uma moção que se afasta nitidamente do pensamento do «poder central».

A Moção «E» constituirá um marco importantíssimo no presente e especialmente no futuro do partido. Nada ficará como antes.

Mesmo antes da realização e conclusão da Convenção, mais de quinhentos aderentes criaram brechas na muralha das cúpulas da direção, em especial combatendo interna e publicamente a decisão de redução do número de delegados à próxima reunião magna do Partido.

O Partido não tem qualquer razão para a redução de 50% dos delegados habituais nas convenções anteriores, uma vez que se prevê para início de maio o fim do estado de emergência por questões sanitárias, permitindo-se a participação em eventos desportivos e culturais no interior de recintos.

Não é de descartar que o fundamento principal da tomada de tal atitude tenha sido, precisamente, o surto do fenómeno resultante da Moção «E».

A redução de delegados à próxima Convenção prende-se pela existência e força da Moção «E».

A crítica a esta medida escandalosa é comungada por todas as moções concorrentes contra o «poder central». Refiro-me ao respeito pelo direito das bases, que tem vindo gradualmente a ser desmascarado por todo o país.

Os alvos principais deste ato antidemocrático são precisamente as moções que se apresentam com um programa diferente do da direção, em especial o da Moção «E».

Reduzir o número de aderente numa convenção é como impedir a maioria das moções de elegerem delegados nos círculos eleitorais mais reduzidos.

Se, aquando da proposta de redução de deputados na Assembleia da República, os proponentes deste ato de redução de delegados se manifestaram contra, considerando tratar-se de uma «batota eleitoral», estamos perante a mesma estratégia da direção do partido: atingir diretamente a representação das minorias no interior do próprio partido.

Isto é mais que uma «batota eleitoral». É uma «machadada» no ideal do Partido.

O combate pela defesa dos direitos das bases, que são sonegados pelos órgãos de direção, é um dos pilares da Moção «E».

A força da razão terá que se sobrepor ao absolutismo desta direção do Partido, centralizado em Lisboa, no Parlamento e em vários funcionários.

Quanto mais forte for a presença de delegados eleitos nas listas da Moção «E» para a próxima Convenção, maior será a garantia de que o futuro no interior e exterior do partido será muito diferente, dando às bases a voz de que precisam para rejuvenescer e fortalecer o Partido.

Estamos a tempo de impedir a redução de delegados à próxima Convenção.

Agora é que «E»!

* Adelino Granja

18-AdelinoGranja

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