Ser novo em corpo de velho e velho em corpo de novo

Se fosse americano, não votaria em Biden. Muito menos no Trump. Porém, há uma coisa que me tem feito muita impressão – inclusive à esquerda que se diz inclusiva, mas muito mais à direita, que nunca o foi nem quer ser – apontarem um grande defeito ao Biden: o de ser velho.

O americano ainda nem sequer tomou posse e já lhe encomendaram uns patins. Esquecendo-se muitos também que Trump tinha praticamente a mesma idade e que por cá, Rio, o jovem do CDS, os modernaços liberais e os monárquicos, todos mais novos, estenderam a mão aos fascistas nos Açores, coisa que é velha, esta, a de alguma direita, praticamente toda, se juntar a quem é contra os mais básicos direitos humanos.

Alguma vez a idade foi impedimento para o bem ou o mal, tanto na política como em todas as outras dimensões da vida? Alguém acha mesmo que não irá chegar a velho? não quer? e quando chegar, não terá mais valor? ou deixará de ser um cabrão, se for o caso? será apenas um breve “temporário”? Ser velho não é defeito nem qualidade. Ser-se justo ou injusto, solidário ou fanfarrão não requer idade, requer carácter e humanidade, ou falta destes. Há velhos em corpo de novos e novos em corpo de velhos. E isso pode tocar a todos.

Imagem de destaque: uma crisálida (Trichoplusia ni) – wiki commons.

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