Esmeralda Mateus – rosto de lutas populares do Porto

O jantar de comemoração dos 21 anos do Bloco de Esquerda, no passado dia 6 de Março, em Vila do Conde, além das intervenções de Catarina Martins e dirigentes distritais, teve como ponto alto o sorteio de um quadro com um cartaz alusivo ao manifesto fundador do Bloco de Esquerda: “Começar de novo“. Tocou a Esmeralda Mateus.

Sócia-fundadora da UMAR, activista de várias lutas e presidenta da Associação de Moradores do Bairro de Aldoar, Esmeralda Mateus tem sido, desde longa data, um dos rostos mais destacados nos diversos combates contra a falta de condições e dificuldades generalizadas no acesso a uma habitação condigna na cidade do Porto. Acérrima lutadora contra os despejos ordenados ou permitidos pelos poderes autárquicos e centrais, a sua luta tem sido feita do lado das famílias mais carenciadas e afectadas pelos fenómenos da pobreza, especulação imobiliária e gentrificação que assolam a Invicta.

“É bem preciso começar de novo!” – declara Esmeralda Mateus, referindo-se ao momento que o partido e o país atravessam.

Esmeralda Começar de Novo
Esmeralda Mateus recebendo o quadro sorteado no jantar de comemoração dos 21 anos do Bloco de Esquerda, em Vila do Conde. Instada a discursar, a activista conhecida pela sua intervenção directa e sem rodeios, afirmou: “Camaradas, só tenho estas palavras a dizer: é bem preciso começar de novo!“— referindo-se ao momento que o partido e o país atravessam.

Mulher forte, carismática, autêntica, admirada por todos e todas pela sua postura aguerrida na protecção dos direitos fundamentais, Esmeralda Mateus é considerada uma inspiração para vizinhos, camaradas, políticos e dirigentes. As lutas que há décadas faz e organiza nas ruas, marcadamente de classe, demonstram bem que os direitos, a igualdade e a justiça nunca são dados por quem manda, mas antes arrebatados na rua, ao lado das pessoas, com as pessoas e nunca as usando como mera flor na lapela ou para números de televisão.

Em 2018, a jornalista do Público, Aline Flor, entrevistou-a no programa Podcast do Género, peça à qual atribuiu o título “Esmeralda, a presidenta que ajuda as mulheres do bairro a irem para a cama de cabeça aliviada”, destacando as seguintes declarações da activista portuense: “Queria fazer qualquer coisa que lhes abrisse os olhos.” Num bairro onde o desemprego é a norma, organiza a vizinhança em actividades para fintar o isolamento. “E a gente vai para a cama aliviada da cabeça, de aturar os filhos e aturar os homens.”. A entrevista resultou num podcast que ainda pode ser escutado na edição online do jornal.

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